Livros

Conhecimento também se escreve.

Maia Faria é educadora, pesquisadora, artista e escritora.

Livros

Conhecimento também se escreve.

Maia Faria é autora de obras dedicadas à história da dança, à pesquisa e à formação.

Capa do livro Luís XIV, o Monarca Bailarino, de Maia Faria

Luís XIV

O Monarca Bailarino

Autora: Maia Faria

publicado

Alçado ao trono francês com apenas cinco anos de idade, Luís XIV testemunha a eclosão das Frondas — violentas insurreições da alta nobreza e dos parlamentos que ameaçam a autoridade da Coroa e deixam no jovem soberano marcas profundas de desconfiança política. Decidido a neutralizar a autonomia da aristocracia e impedir novas revoltas, o monarca converte a cultura de corte e, fundamentalmente, o ballet em uma refinada e implacável ferramenta de controle de Estado.

Através de rituais milimetricamente codificados em Versalhes, Luís XIV subjuga a nobreza ao transformá-la em espectadora e executora de uma rigorosa etiqueta cênica, na qual a perfeição física e a disciplina do movimento sinalizam a submissão ao soberano. Ao encarnar pessoalmente alegorias de poder em produções monumentais — como o célebre Ballet de la Nuit (1653), no qual emerge triunfante como o “Rei-Sol” para dissipar as trevas do caos —, o rei ritualiza a centralização absolutista no próprio corpo. A institucionalização dessa política atinge seu ápice com a fundação da Académie Royale de Danse (1661) e da Académie Royale de Musique (1669), marcos que profissionalizam a técnica, estabelecem as bases do vocabulário acadêmico e garantem o controle institucional sobre a arte coreográfica.

Assim, o ato de dançar deixa de ser mero entretenimento palaciano para se consolidar como uma tecnologia política de dominação, sustentando o reinado mais longo da história da Europa por 72 anos.

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Capa do livro Jean-Baptiste Lully, o italiano que modificou o ballet francês, de Maia Faria

Jean-Baptiste Lully

O Italiano que Modificou o Ballet Francês

Autora: Maia Faria

publicado

Imagine um italiano, filho de um moleiro, que foi levado para a França aos nove anos de idade para fazer companhia e ajudar a filha de um nobre a falar sua língua nativa.

Esse menino não se daria por satisfeito com essa simples posição. Então, o que fazer para conseguir subir os degraus da corte? Tornar-se amigo do rei. Mas como?

Jean-Baptiste Lully, graças à sua astúcia, vai conseguindo, passo a passo, atingir seu objetivo, e torna-se figura notória na corte francesa, transformando-se em parceiro de Luís XIV e galgando postos de destaque, convertendo-se em um dos mais importantes nomes do ballet francês.

O caminho para o sucesso não foi fácil. Intrigas de corte, parcerias desfeitas e muita visão política e oportunismo pontuaram sua jornada, que culminou na imortalidade e no reconhecimento da importância na transformação do ballet francês.

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Capa do livro Jean-Georges Noverre, o pai do ballet d'action, de Maia Faria

Jean-Georges Noverre

O Pai do Ballet d'Action

Autora: Maia Faria

em breve

Esta obra analisa a trajetória intelectual e artística de Jean-Georges Noverre (1727–1810), criador do ballet d’action e precursor da modernidade na dança. O livro reconstitui o contexto do Iluminismo e os embates teóricos e institucionais do século XVIII — como a “Querela das Pantomimas” e o confronto com o virtuosismo atlético de Auguste Vestris —, acompanhando a evolução do seu pensamento desde as Lettres sur la danse (1760) até as Lettres sur les arts imitateurs (1807).

Ao defender o conceito de artiste éclairé contra a técnica puramente mecânica, a obra examina como Noverre elevou o maître de ballet a pensador da cena e consolidou a dança-teatro como linguagem dramática autônoma.

Em breve

Maia Faria, fundadora da Saber e Arte

Trajetória

Uma história que deu origem a um novo caminho.

Maia Faria

Educadora • Pesquisadora • Artista • Escritora

A Saber e Arte nasce de uma trajetória construída entre educação, dança, pesquisa, arte e produção de conhecimento.